Alterações do Fies causam impactos ao Brasil

Em 29 de dezembro de 2014, as regras para adesão do Fundo de Financiamento Estudantil- FIES sofreu muitas alterações. O Fies é um programa do Ministério da Educação que financia a educação superior de estudantes em instituições não gratuitas. Ele permite que o aluno realize o curso com financiamento do Governo e pague as contas apenas após se formar e sob juros baixos (3,4% ao ano).
A nova regulamentação de adesão exige que o estudante  tenha atingido pelo menos 450 pontos no ENEM (o que excluí cerca de 30 a 40% dos alunos da rede pública de ter acesso ao financiamento) e não pode ser beneficiado pelo ProUni, salvo quando se tratar de bolsa parcial e ambos os benefícios se destinarem ao mesmo curso na mesma Instituição de Educação Superior.

Alunos que já possuíam contrato do financiamento também foram impactados. Como Amanda Cristina, 21, aluna do curso de Direito na PUC. “O governo federal deveria assumir o erro da morosidade do seu sistema no portal FIES que prejudicou minha renovação e pagamento da matrícula. Acho que o prazo deveria ser dilatado, já que a culpa não foi dos estudantes, mas sim do próprio FIES.” Disse a estudante.

Além disso, a burocracia para adesão contratual e para a renovação do mesmo também tem prejudicado muitos estudantes. “Dentre tantas etapas para poder contratar o financiamento, há uma em que é necessário realizar um cadastro no site do governo. Eu não recebi nenhuma orientação quanto a isso e acabei não me cadastrando, mas mesmo assim consegui financiar, depois de três meses.” Contou Patrícia Drielly Santana da Silva, estudante de jornalismo da Universidade Cruzeiro do Sul. “Depois disso, precisei renovar o contrato e o site do FIES não abre há dias. Por diversas vezes já tentei refazer o processo porque preciso continuar com o financiamento.” Conclui.

E não são só os alunos que estão sendo gravemente prejudicaram com as mudanças impostas pelo governo em relação ao Fies, as instituições privadas de ensino superior tiveram uma queda drástica no preço das ações.

O FIES é de extrema importância nos últimos tempos em todos os seus aspectos, já que educação, economia, política estão diretamente ligados. Abrir mão deste benefício seria um retrocesso tremendo para o país.
Hoje cerca de 1,5 milhões de pessoas dependem desse programa para obter o certificado de nível superior.

Diante disso, estudantes começaram a manifestar suas insatisfações na internet. Então foi criado o “Movimento em defesa do FIES”, formada por cidadãos, estudantes, pais e mães de alunos, professores e entidades do Movimento Estudantil preocupados com a continuidade do FIES, a maior política de inclusão educacional do Governo Federal.
O objetivo do movimento é defender a continuidade do FIES e da política de inclusão, para que cada vez mais o Brasil possa permitir que o ensino superior seja acessível a todos, especialmente para os mais pobres.

 Veja o que o senador Paulo Paim falou recentemente sobre o corte do Fies:

Redação Metropolitana

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