Antes da inauguração, ciclovia do Minhocão já está em uso e coloca pedestre em risco

Antes mesmo da inauguração oficial da ciclovia do Minhocão, marcada para domingo, já existem conflitos e riscos para pedestres, ciclistas e passageiros do transporte coletivo, e os gritos de “sai da frente” e “olha a bike” são mais frequentes do que você imagina. Ao longo de toda a via exclusiva, há seis pontos de parada, 31 pilastras e diversas bifurcações, o que, na maioria das vezes, colocam uma bicicleta de frente para outra ou cara a cara com os passageiros nos pontos de ônibus.

A maioria dos ciclistas que usam a pista é formada por entregadores que trabalham em comércios da região. Para eles, a “briga por território” é apenas questão de costume. A maior preocupação deles é a possibilidade de bater de frente com outra bicicleta que venha no sentido contrário.

O diretor da Associação de Ciclistas Urbanos de São Paulo, Daniel Guth, disse que, após a inauguração oficial da ciclovia, a entidade vai avaliar o local, fazer um levantamento técnico e, caso seja necessário, irá entregar um relatório para a CET apontando os erros e sugerindo mudanças.

A coordenadora do Departamento de Planejamento Cicloviário da CET, Suzana Leite Nogueira, garantiu que, até a inauguração, a companhia vai instalar barras de ferro atrás dos pontos de ônibus para proteger ciclistas e pedestres, ou seja, a empresa tem apenas quatro dias para fazer isso. Ainda de acordo com Suzana, serão instaladas placas indicando o uso compartilhado da área nesses pontos onde ciclistas, pedestres e pilastras se encontram.

A engenheira explicou que, assim como foi feito na Avenida Paulista, equipes da CET vão distribuir folhetos de orientação para “promover a harmonia” no canteiro central sob o Minhocão.

Redação Metropolitana

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