Campeonato de games quer realizar exame antidoping nos competidores

Pode parecer estranho, mas sim, a maior organizadora de torneios de games, a Eletronic Sports League (ESL), deve iniciar, e muito em breve, testes antidoping nos próximos campeonatos. A decisão foi motivada, principalmente por alertas feitos por especialistas, que alegam que mais de 10% dos atletas de elite consomem algum tipo de droga para melhorar o desempenho. O estopim teria sido há poucas semanas, quando o jogador Kory Friesen admitiu ter usado drogas durante um torneio em março deste ano. Ele ganhou US$ 250 mil, cerca de R$ 840 mil pelo primeiro lugar na competição.

O vice-presidente de eventos da ESL, James Lampkin, afirmou à BBC que já esperava que a medida fosse tomada também em esportes eletrônicos, e que não poderia deixar a confissão do participante passar em branco. “Não achamos que o problema (de doping) está muito difundido, mas suspeitamos que após sabermos que alguns jogadores estão usando drogas, e como não há mecanismos de repressão muito fortes, outros jogadores poderiam decidir usá-las. Por essa razão, decidimos agir rapidamente contra este problema.”

James também diz acreditar que o uso de drogas é um problema recente, que vem crescendo muito por conta da pressão pela qual os jogadores devem passar. Além disso, as premiações atingiram a casa dos milhares de dólares, e por isso, eles estão buscando aquela diferença mínima que pode dar a vitória.

A ESL e outras entidades de esportes eletrônicos já proíbem o uso de drogas, álcool e outros entorpecentes químicos, mas essa é a primeira vez que testes serão realizados para detectar a presença dessas substâncias no sangue dos jogadores. Os primeiros testes serão feitos no torneio ESL One, que vai ocorrer em agosto, na Alemanha.

sheldon c

Redação Metropolitana

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