5 invenções que talvez você não sabia que são brasileiras

A maioria das invenções são tão úteis no nosso dia a dia que nem paramos para pensar em seu verdadeiro valor, e nem como e quem as inventou. Os brazucas também tem seu nome no livro das invenções, e talvez você nem sabia, veja:

1) Máquina de escrever

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Se não fosse Francisco João de Azevedo, talvez o mundo não estivesse escrevendo através de teclados. Em 1861, o padre (sim, ele era padre) e empreendedor paraibano criou a máquina de escrever. A sua invenção tinha forma de um móvel e era equipada com 16 pedais, com aparência semelhante a um piano. Ao pressionar uma tecla, a máquina do padre Azevedo acionava uma haste que “carimbava” o papel com a letra. Os pedáis eram uma espécie de tecla “enter” primitiva e serviam para trocar de linha no papel. Mas, o melhor de tudo isso é que as únicas ferramentas que utilizou para criar a primeira máquina de escrever do mundo foram uma lixa e um canivete.

2) Escorredor de arroz

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Essa invenção surgiu para facilitar o trabalho na cozinha. A utilidade do escorredor de arroz, também conhecido como lava-arroz, é autoexplicativa e ajudou a reduzir o número de pias entupidas por grãos de arroz no mundo. O invento foi desenvolvido pela dentista brasileira Therezinha Beatriz Alves de Andrade Zorowich em 1952 e produzido pela primeira vez pela empresa Trol S/A, que pagou dividendos para a inventora durante 15 anos para obter a licença e patente da criação.

3) Balão

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O segundo padre empreendedor da nossa lista é conhecido como “padre voador”. Bartolomeu Lourenço de Gusmão foi um sacerdote, cientista e inventor luso-brasileiro, nascido na capitania de São Vicente (Santos). Ele ficou conhecido por ter inventado o que chamou de Passarola, o primeiro balão/aeróstato. Seu sonho de voar foi por muito tempo mantido em segredo, e o projeto só foi revelado na edição de 1723 do livro “Versi e Prose”, escrito pelo poeta italiano Pier Jacopo Martello. Ao que parece, a Passarola foi inspirada da fauna fantasiosa do Brasil, descrita em livros antigos e lendas.

4) Identificador de chamadas (famosa bina)

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O Bina, ou identificador de chamadas, é utilizado por toda pessoa que possua telefone, seja ele fixo, móvel ou o smartphone mais moderno do mercado. O responsável por desenvolver essa tecnologia foi Nélio José Nicolai, eletrotécnico brasileiro formado pelo Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais. Hoje, aos 75 anos, ele briga na Justiça pela patente de sua invenção. Em 2003, a Justiça Federal do Rio de Janeiro suspendeu liminarmente os efeitos de sua patente, alegando que a tecnologia copiava outros inventos e não atendia aos pré-requisitos legais. Apesar disso, Nélio já foi premiado e reconhecido pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI) e ganhou um selo da série Invenções Brasileiras, concedido pelo Ministério das Comunicações.

5) Coração artificial

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A aplicação da tecnologia à medicina tem salvado vidas. Próteses de membros e técnicas de regeneração de órgãos foram evoluções que melhoraram a qualidade de vida de muitas pessoas. Mas, talvez o maior obstáculo dos médicos seja resolver problemas relacionados ao coração – principalmente em casos em que precisa ser substituído. Apesar de já existerem técnicas modernas para transplantes, que podem ser substituídos até mesmo por corações artificiais, a fila de espera continua sendo longa e o tempo, curto. Tentando amenizar esse problema, o engenheiro Aron Andrade apresentou em 1998 o primeiro coração auxiliar artificial, desenvolvido com técnicas brasileiras. A prótese substitui os batimentos cardíacos do coração doente e bombeia sangue para o organismo. O invento ainda está em fase de testes. 

Redação Metropolitana

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