Windows 10 vs OS X Yosemite: Qual é o melhor?

Uma análise – não influenciável – dos novos sistemas operacionais da Apple e Microsoft

Todos sabemos que mesmo os fãs da plataforma Windows de longa data não tiveram uma boa impressão com o Windows 8. Porém não o terem amado não significa não o terem comprado. Foram vendidas 250 milhões de licenças (claro, muitas delas vieram junto com novos PCs, sem a opção de poder optar pelo bom e “velho” Windows 7). Mas comparando com a venda de outras versões do Windows, este número está longe de ser um sucesso. A nova interface Metro, do Windows 8, confundiu bastante os usuários acostumados com o menu iniciar, presente desde o Windows 95, e, principalmente, por causa disso muitas empresas não fizeram o upgrade para nova versão.

Em um esforço para não cometer os mesmos erros do Windows 8, a Microsoft pela primeira vez em sua história disponibilizou uma versão do Windows 10 (Windows 10 Technical Preview) para qualquer usuário baixar e testar, diferentemente de outras versões de testes do sistema operacional, que eram disponibilizadas somente para desenvolvedores. Isso fará com que a empresa receba muitos feedbacks e permita que usuários e departamentos de TI confiram a evolução da interface antes mesmo do novo Windows ser lançado. Em um caminho parecido, a Apple disponibilizou para testes, há poucos meses, uma versão do recém-lançado OS X Yosemite, pela primeira vez em anos, provavelmente com intenções similares as da Microsoft. Em ambos os casos, esses novos sistemas operacionais mostram que os computadores pessoais ainda são importante para as duas companhias.

O OS X Yosemite quis trazer para a interface do desktop a mesma estética plana utilizada no iOS 7 anos atrás, além de manter a idéia, iniciada com o OS X Mavericks, de deixar o desktop com a cara do iOS. Novos recursos como o Centro de Notificações Integradas, melhorias no iMessage e os recursos de Continuidade dão uma experiência bem interessante aos usuários do iPhone e iPad com o iOS 8. Estas não são necessariamente inovações, pois alguns dos novos recursos, como a Continuidade, por exemplo, já eram vistos em celulares LG e Samsung com Android. A diferença é que com a Apple esses recursos estão melhores integrados, mais acessíveis ao usuário e mais confiáveis. E finalmente, a Apple fez do iCloud uma solução de armazenamento em nuvem mais aberta e gerenciável com os novos OS X e iOS.

Continuidade

iOS 8 + OS X Yosemite, mostrando uma ligação sendo retransmitida via o recurso de Continuidade.

O Windows 8 foi um ato radical da Microsoft, em trazer a interface Metro presente no Windows Phone 7 para os ambientes de desktop e tablets, porém a mistura da interface já tão bem conhecida com a Metro, nos desktops e laptops sem tela touch não agradou muito aos usuários. Apesar de, anteriormente, ter se saído bem com a mudança radical na versão mobile do Windows, que durante anos nada mais era do que uma versão miniatura do Windows para PCs.

A nova versão do Windows irá, obviamente, retornar o (tão querido pelos usuários) menu Iniciar, mas manterá elementos modernos do Windows 8, como os “live tiles” e as buscas unificadas. O usuário ainda poderá rodar aplicativos Metro em tela cheia, mas será muito mais fácil rodá-los em janelas como aplicativos tradicionais do Windows. Além disso, alguns recursos “emprestados” da Apple também estarão disponíveis na nova versão do sistema operacional da Microsoft, como a busca estilo Spotlight, muito útil por sinal, e um modo multitarefa mais visual (até que enfim). A Apple, por sua vez, também “pega emprestado” alguns recursos do Windows, como a facilidade de colocar janelas em tela cheia, por exemplo.

windows8

A interface Metro do Windows 8

Talvez o que mais tenha confundido os usuários corporativos do Windows 8 foi a interface dupla, esse tipo de usuário não se adequa facilmente a mudanças drásticas. Algo parecido aconteceu com o Windows Vista, quando ele sucedeu o Windows XP. A Microsoft está trabalhando duro para mixar o melhor das interfaces touch e teclado no Windows 10. O novo menu Iniciar com busca integrada e os “live tiles”, unidos a interface moderna com suporte a janelas irão certamente melhorar os problemas de usabilidade do Windows 8.

A abordagem da Microsoft difere-se notavelmente da utilizada pela Apple em querer entregar um sistema operacional que funcione em plataformas móveis e desktops. A Apple por sua vez, tem evitado interfaces de toque para os Macs focando isso apenas para o iOS. Há claramente algumas vantagens na abordagem da Microsoft, porém a Apple tem a vantagem de liderar há vários anos na plataforma mobile, com o iOS, além de um ecossistema muito mais maduro de aplicativos de terceiros e suporte a hardware. Curiosamente, porém, a Apple está mais conservadora em questão de inovação e a Microsoft está inovando mais.

A Apple continua a focar na experiência ao usuário com o OS X Yosemite. Recursos como Continuidade, integração do telefone e mensagens com o desktop, mais interação entre os aplicativos nativos como o Mail, o Calendário e o Lembretes com o iOS, e uma funcionalidade de armazenamento em nuvem mais gerenciável entre ambos os sistemas operacionais, combinada a uma experiência “transparente” do usuário entre diferentes dispositivos, trazem ainda mais o usuário para o ecossistema da Apple. Há alguns anos atrás, pessoas comentavam o efeito do iPod em atrair pessoas para outros produtos da Apple. O iPod de fato reacendeu o interesse no Mac e obviamente ajudou a Apple a inovar mais no ponto de vista da experiência do usuário, enquanto o Windows (Vista e 7) passou por revisões de arquitetura para modernizar o sistema operacional e melhorar a segurança, mais do que focar na experiência do usuário.

Não preciso nem dizer que o iPhone e o iPad, trouxeram, trazem e trarão muitos usuários para o mundo Apple.

Por Marcelo Srougi

Redação Metropolitana

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